21/09/08

Porque durmo e acordo

Tenho que estar sempre desperto.

Custa jogar minutos para o nada.

Uma paisagem, permanentemente sonolenta, terá sido abençoada com o dom do interesse...mesmo alegremente morta e maquilhada para um velório.

Se me visto de negro, deslizam por mim córneas como se de um cangalheiro suicida numa falésia no alentejo se tratasse.

Já de branco ou politonalidades mesmo que negro oráculo me sinta, aparentemente vida apregoo, e cada passar dum momento alguém aproveita erguendo sobrancelhas caídas em resignados voos de vida.

Dormir era... era.

Não vai ser.

Não existe maior existir que o escutar de tacões a arruinar a calçada.

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