Não tenho tempo para grandes dissertações e o que quer que fosse inventar agora seria muito para o Depre, cá vai algo que me delicia.
29/09/08
23/09/08
Redescobrindo e.e. cummings
may i feel said he
may i feel said he
(i'll squeal said she
just once said he)
it's fun said she
(may i touch said he
how much said she
a lot said he)
why not said she
(let's go said he
not too far said she
what's too far said he
where you are said she)
may i stay said he
(which way said she
like this said he
if you kiss said she
may i move said he
is it love said she)
if you're willing said he
(but you're killing said she
but it's life said he
but your wife said she
now said he)
ow said she
(tiptop said he
don't stop said she
oh no said he)
go slow said she
(cccome?said he
ummm said she)
you're divine!said he
(you are Mine said she)
21/09/08
Porque durmo e acordo
Tenho que estar sempre desperto.
Custa jogar minutos para o nada.
Uma paisagem, permanentemente sonolenta, terá sido abençoada com o dom do interesse...mesmo alegremente morta e maquilhada para um velório.
Se me visto de negro, deslizam por mim córneas como se de um cangalheiro suicida numa falésia no alentejo se tratasse.
Já de branco ou politonalidades mesmo que negro oráculo me sinta, aparentemente vida apregoo, e cada passar dum momento alguém aproveita erguendo sobrancelhas caídas em resignados voos de vida.
Dormir era... era.
Não vai ser.
Não existe maior existir que o escutar de tacões a arruinar a calçada.
Custa jogar minutos para o nada.
Uma paisagem, permanentemente sonolenta, terá sido abençoada com o dom do interesse...mesmo alegremente morta e maquilhada para um velório.
Se me visto de negro, deslizam por mim córneas como se de um cangalheiro suicida numa falésia no alentejo se tratasse.
Já de branco ou politonalidades mesmo que negro oráculo me sinta, aparentemente vida apregoo, e cada passar dum momento alguém aproveita erguendo sobrancelhas caídas em resignados voos de vida.
Dormir era... era.
Não vai ser.
Não existe maior existir que o escutar de tacões a arruinar a calçada.
Sine
Ao descolar duma pomba,
e do mais que célere bater das suas asas
deparei-me com um problema:
Nos 3 segundos e meio de ar trespassado que escutei
quanto mais poderia ter alojado e em quanto limitei o meu erguer?
Porque me limito a observar e dai deduzir, e não procuro compreender
o (até agora) pouco ou mal-entendido através da dedicação
ao sentido da curiosidade.
A dedução é o meu capricho preferido.
Se calhar daí irrito tanta gente.
e do mais que célere bater das suas asas
deparei-me com um problema:
Nos 3 segundos e meio de ar trespassado que escutei
quanto mais poderia ter alojado e em quanto limitei o meu erguer?
Porque me limito a observar e dai deduzir, e não procuro compreender
o (até agora) pouco ou mal-entendido através da dedicação
ao sentido da curiosidade.
A dedução é o meu capricho preferido.
Se calhar daí irrito tanta gente.
12/09/08
Candidato a poema do ano
Antes de mais, o "poema" não é da minha autoria mas sim um achado.
Não sei... até ao segundo verso ainda vá que não vá... mas e o resto? Alguém me explica?
Tou a ser mauzinho eu sei... mas pago bem a quem encontrar nexo no seguinte:
Em busca de aperfeiçoar a alma
quero para manjar dos meus ócios, a escrita
passo o tempo a abanar as árvores
na ânsia de fazer cair as musas que espreguiçam nas árvores
sou um marginal neste mundo frenético
componho versos nas bocas que mordem os homens
a poesia gosta de mendigar ao fim-de-tarde
nas vielas cinzentas soterradas no basalto em gritos de raiva nua
feita mulher infame e destemida
quero dilacerar-te a seiva quente fazer-te sangrar pelas unhas da alma
Não sei... até ao segundo verso ainda vá que não vá... mas e o resto? Alguém me explica?
Tou a ser mauzinho eu sei... mas pago bem a quem encontrar nexo no seguinte:
Em busca de aperfeiçoar a alma
quero para manjar dos meus ócios, a escrita
passo o tempo a abanar as árvores
na ânsia de fazer cair as musas que espreguiçam nas árvores
sou um marginal neste mundo frenético
componho versos nas bocas que mordem os homens
a poesia gosta de mendigar ao fim-de-tarde
nas vielas cinzentas soterradas no basalto em gritos de raiva nua
feita mulher infame e destemida
quero dilacerar-te a seiva quente fazer-te sangrar pelas unhas da alma
11/09/08
Sentido Porto
Por muito que quem atravesse o Rio junto à serra do pilar e que veja um velho casario que se estende até ao mar, a nossa velha Invicta poderia ser um pouco menos pequena. Mas enfim. É um caso que se assemelha a uma relação com uma senhora este que eu tenho com a linda cidade Portuense:
"Can't live in it, can't live out of it".
"Can't live in it, can't live out of it".
Em jeito de um erguer
Deparei-me hoje com uma frasesinha engraçada. Muito simples, deverás ingénua. Mas costumamos dizer aos outros o oposto dela, quando alguém está em baixo, com problemas, sem objectivos, sem vontade, sem paciência.
Creio que o seguinte é mil vezes mais fascinante.
"Quero viver o dia de hoje como se fosse o primeiro"
No mesmo espiríto, inicio a minha blogomania :)
Creio que o seguinte é mil vezes mais fascinante.
"Quero viver o dia de hoje como se fosse o primeiro"
No mesmo espiríto, inicio a minha blogomania :)
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